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Legiano Enciclopédia dos Elementos Químicos

Família química

Metais de transição

Metais do bloco d, marcados por estados de oxidação variados, boa condutividade e ampla aplicação industrial.

  • 38 elementos
  • 1 líquido
  • 9 não determinados
  • 28 sólidos

Os metais de transição formam o bloco central da tabela periódica e constituem o maior conjunto de elementos com características comuns. O que os define é o preenchimento progressivo dos orbitais do tipo d, situação que abre a possibilidade de vários estados de oxidação para o mesmo elemento.

Essa flexibilidade eletrônica tem consequências visíveis. Compostos de metais de transição são frequentemente coloridos, e a mesma substância pode mudar de cor conforme o estado de oxidação. Também é ela que sustenta o desempenho desses metais como catalisadores, capazes de acelerar reações químicas ao ceder e receber elétrons com facilidade.

Do ponto de vista prático, este é o bloco que construiu a civilização industrial: ferro e suas ligas, cobre da fiação elétrica, titânio de implantes e aeronaves, cromo e níquel dos aços inoxidáveis, tungstênio das ferramentas de corte, além dos metais preciosos usados em catálise, eletrônica e joalheria. Vários deles também são micronutrientes essenciais, presentes no centro ativo de enzimas.

Tendências dentro da família

  • A variedade de estados de oxidação é máxima no meio de cada série e diminui nas extremidades.
  • Pontos de fusão e durezas estão entre os mais altos da tabela periódica, com destaque para os metais do sexto período.
  • Muitos formam compostos de coordenação, em que íons metálicos se cercam de moléculas ou íons organizados geometricamente.
  • Nos períodos mais avançados, os metais tornam-se mais densos e menos reativos, comportamento típico dos metais nobres.

Acervo

Elementos desta família

Em ordem de número atômico. Cada ficha traz propriedades medidas, ocorrência, aplicações, riscos e história da descoberta.