Ir para o conteúdo principal
Legiano Enciclopédia dos Elementos Químicos

De onde vêm os dados

Fontes e metodologia

Esta página reúne as referências consultadas, as unidades adotadas, os critérios de classificação e a explicação dos casos em que fontes confiáveis discordam entre si.

Referências consultadas

Todo dado numérico do acervo é conferido em pelo menos duas das referências abaixo. Nenhum valor é calculado, estimado ou interpolado pela equipe editorial.

Referências utilizadas na construção e na revisão das fichas.
Referência O que fornece
União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC) Nomes oficiais, símbolos, numeração dos grupos e reconhecimento formal de novos elementos
Comissão de Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos (CIAAW) Massas atômicas recomendadas e abundâncias isotópicas
National Institute of Standards and Technology (NIST) Constantes físicas, dados espectroscópicos e propriedades térmicas
Royal Society of Chemistry — Periodic Table Densidades, temperaturas de transição de fase, histórico das descobertas e etimologia
PubChem — National Library of Medicine Eletronegatividade, estados de oxidação, configuração eletrônica e informações de segurança
Los Alamos National Laboratory — Periodic Table of Elements Panorama de aplicações, ocorrência e dados dos elementos mais pesados
Serviço Geológico do Brasil (CPRM) Contexto de reservas e produção mineral brasileira
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Referências sobre limites sanitários e classificação de substâncias no Brasil
Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) Referências brasileiras de proteção radiológica e controle de materiais radioativos

Unidades e formato dos números

  • Massa atômica em unidades de massa atômica (u), nos valores abreviados recomendados internacionalmente.
  • Temperaturas de fusão e ebulição em graus Celsius, com a conversão para kelvin indicada entre parênteses, à pressão de uma atmosfera.
  • Densidade em gramas por centímetro cúbico para sólidos e líquidos, e em gramas por litro para gases, medida a 0 °C e uma atmosfera.
  • Eletronegatividade na escala de Pauling, sem unidade.
  • Números decimais com vírgula e milhares com ponto, conforme a convenção brasileira.

Massas atômicas entre colchetes

Elementos sem isótopos estáveis não têm massa atômica média definida, porque a composição isotópica de uma amostra depende de sua origem e do tempo decorrido. Nesses casos, a ficha apresenta entre colchetes o número de massa do isótopo adotado como referência — por exemplo, [98] para o tecnécio. A notação sinaliza que aquele valor tem natureza diferente dos demais.

Valores medidos, valores estimados e não determinados

A enciclopédia distingue três situações, sempre de forma explícita na própria ficha:

  • Medido: valor obtido experimentalmente e consolidado nas referências.
  • Estimado ou previsto: resultado de cálculo teórico ou de extrapolação a partir de elementos vizinhos, comum entre os elementos mais pesados. A ficha registra a condição em nota.
  • Não determinado: grandeza que nunca foi medida e para a qual não adotamos estimativa. O campo aparece como não determinado, sem número.

Isso explica por que várias fichas do sétimo período têm campos vazios: elementos como o oganessônio foram produzidos em quantidades de poucos átomos, com existência medida em milissegundos. Não há amostra da qual medir densidade ou ponto de fusão.

Critério de classificação das famílias químicas

Não existe uma classificação única e oficial das famílias químicas: os limites entre metais representativos, semimetais e não metais variam conforme o autor e o critério adotado. A enciclopédia usa a divisão em dez famílias mais difundida nas referências internacionais, aplicada de forma consistente em todo o acervo.

Para os elementos de número atômico 104 em diante, a classificação decorre da posição na tabela e de cálculos teóricos, não de química observada. Todas essas fichas trazem a indicação de que a classificação é prevista. O caso mais notável é o do último elemento da tabela: ele ocupa a coluna dos gases nobres, mas os cálculos mais recentes indicam que não se comportaria como um gás.

O grupo 3 e a posição dos lantanídeos

A composição do grupo 3 é objeto de debate científico de longa data. Há critérios que colocam nessa coluna o lantânio e o actínio, e critérios que colocam o lutécio e o laurêncio. As duas soluções são defensáveis, e organismos internacionais já se debruçaram sobre o assunto sem que a discussão fosse encerrada.

Aqui adotamos a organização mais presente no ensino brasileiro: o grupo 3 contém escândio, ítrio, lantânio e actínio, e as faixas do bloco f apresentadas abaixo da tabela reúnem os elementos 58 a 71 e 90 a 103. Como consequência, os elementos dessas duas faixas não têm número de grupo, e o filtro por grupo da biblioteca não os retorna. Esse é o motivo, e não uma falha de catalogação.

Estados físicos em condições padrão

O estado físico informado corresponde às condições padrão de temperatura e pressão. Apenas dois elementos são líquidos nessas condições, e os elementos mais pesados aparecem como não determinados, porque as previsões teóricas existentes não têm confirmação experimental.

Classificação de ocorrência

A enciclopédia usa três categorias em vez de uma divisão simples entre natural e sintético, porque a realidade não é binária:

  • Natural: presente na natureza em quantidade mensurável.
  • Traços naturais: ocorre naturalmente apenas em quantidades ínfimas, em geral como produto passageiro do decaimento de urânio e tório. É o caso de elementos frequentemente listados como sintéticos, mas que foram detectados na natureza.
  • Sintético: não é encontrado na natureza; todos os átomos conhecidos foram produzidos em laboratório.

Isótopos citados

As fichas não listam todos os isótopos conhecidos de cada elemento, o que seria contraproducente: há elementos com dezenas de isótopos catalogados. Citamos os isótopos estáveis com suas abundâncias aproximadas e os radioativos de interesse prático, científico ou histórico.

Datas de descoberta e atribuição de crédito

A atribuição de descobertas é frequentemente disputada. Muitos elementos foram identificados por uma equipe e isolados por outra, anos depois; vários elementos superpesados tiveram reivindicações simultâneas de grupos diferentes, resolvidas por comissões internacionais. As fichas registram o ano mais aceito e mencionam as contribuições paralelas quando são relevantes para entender o episódio.

Periodicidade das revisões

O acervo é revisado periodicamente. As massas atômicas recomendadas são atualizadas pelos organismos internacionais em intervalos regulares, e novas medidas de propriedades físicas aparecem na literatura de forma contínua. A data da última revisão consta em todas as fichas e no rodapé do site.

Última revisão geral:

Discorda de um critério adotado ou identificou divergência com alguma referência? Escreva para [email protected] — veja a política de correções.