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Legiano Enciclopédia dos Elementos Químicos

Recorte do acervo

Elementos sintéticos

24 dos 118 elementos conhecidos não são encontrados na natureza. Seus átomos existem porque foram produzidos em laboratório, e vários deles duram apenas frações de segundo antes de se transformarem em outros elementos.

Todo elemento com número atômico acima de 94 pertence a este conjunto. A razão é nuclear: à medida que o número de prótons cresce, a repulsão elétrica entre eles se torna mais difícil de compensar, e os núcleos ficam progressivamente mais instáveis. Se algum desses elementos existiu na formação do Sistema Solar, já se transformou completamente ao longo de bilhões de anos.

A produção desses átomos é feita em grandes instalações de pesquisa, por meio da colisão controlada de núcleos em aceleradores de partículas ou da irradiação de materiais em reatores. Os resultados são medidos em contagens de átomos individuais, e não em massa: em muitos casos, um experimento inteiro produz alguns poucos átomos, detectados de forma indireta pela sequência de transformações que sofrem ao decair.

Isso explica por que as fichas desses elementos têm tantas grandezas registradas como não determinadas. Densidade, ponto de fusão e ponto de ebulição exigem uma amostra observável, algo que nunca existiu para a maior parte do conjunto. O que se conhece vem de previsões teóricas e de experimentos de química feitos átomo por átomo, e a enciclopédia sempre indica quando um valor é previsto em vez de medido.

O reconhecimento oficial de um novo elemento é um processo rigoroso: exige confirmação independente e avaliação por comissões internacionais, e só depois disso o nome proposto pelos descobridores é homologado. Foi assim que a sétima linha da tabela periódica se completou, em 2016.

Os 24 elementos sintéticos

Em ordem de número atômico. Cada ficha traz a equipe responsável, o ano da descoberta e a origem do nome.