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Legiano Enciclopédia dos Elementos Químicos
115 Mc [290]

Metais representativos · 7º período

Moscóvio

Sintetizado em 2003 na região que lhe deu nome, o moscóvio existe por frações de segundo e é conhecido apenas por cadeias de decaimento registradas em detectores altamente sensíveis.

Diagrama do átomo de Moscóvio com 7 camadas eletrônicas, contendo 2, 8, 18, 32, 32, 18, 5 elétrons do núcleo para fora.Mc

Principais propriedades

Nenhuma propriedade física ou química do moscóvio foi medida. Os cálculos preveem um sólido em condições ambientes e sugerem que, ao contrário do bismuto, o elemento favoreceria o estado de oxidação mais baixo, novamente por efeito da forte retenção de um par de elétrons externos em átomos com tantos prótons.

O conhecimento experimental limita-se a propriedades nucleares. Vários isótopos foram identificados, com meias-vidas de frações de segundo, e suas cadeias de decaimento passam pelo nihônio antes de terminar em núcleos mais leves. Essas cadeias tiveram papel importante na confirmação de outros elementos, já que fornecem pontos de referência independentes.

Ocorrência na natureza

O moscóvio não existe na natureza. Seus isótopos decaem em frações de segundo, e não há processo natural terrestre capaz de formá-lo. Antes de 2003, nenhum átomo do elemento havia existido em nosso planeta, ao menos até onde se pode verificar.

Processo de obtenção

A síntese ocorreu por fusão de núcleos, com um feixe de íons de cálcio dirigido contra um alvo de amerício em um acelerador. Entre um número imenso de colisões, algumas poucas produziram átomos do elemento 115, separados do feixe e implantados em detectores. A identificação se apoia na correlação entre a chegada do átomo e a sequência de decaimentos posteriores, com energias e intervalos de tempo compatíveis com a previsão teórica.

Aplicações

O moscóvio não tem nenhuma aplicação, presente ou previsível. Ele contribui para a pesquisa fundamental sobre a estrutura de núcleos muito pesados e para o teste das previsões relacionadas à ilha de estabilidade, já que seus isótopos decaem para núcleos situados em uma região do mapa nuclear ainda pouco explorada.

Riscos e precauções

Não há material do elemento em quantidade alguma, o que exclui qualquer exposição. As medidas de proteção radiológica nas instalações envolvidas se aplicam aos alvos de actinídeos, aos feixes e à radiação secundária, com blindagens, intertravamentos e monitoramento contínuo de dose, sob licenciamento e fiscalização. Detalhes técnicos sobre os materiais devem ser buscados na ficha de informações de segurança, junto aos órgãos reguladores de energia nuclear e a profissionais habilitados.

Orientação de segurança

Esta seção tem caráter informativo e preventivo. A enciclopédia não publica procedimentos, quantidades ou instruções de manipulação de substâncias químicas. Para uso profissional, consulte a ficha de informações de segurança de produtos químicos do material específico e a orientação de químicos, engenheiros ou profissionais de saúde habilitados. Em caso de exposição ou ingestão acidental, procure imediatamente um serviço de saúde.

História da descoberta

O elemento 115 foi produzido em 2003 pela equipe do instituto de Dubna, em colaboração com laboratórios norte-americanos. A confirmação veio de experimentos independentes realizados na Alemanha e nos Estados Unidos nos anos seguintes, que reproduziram as mesmas cadeias de decaimento. A comissão internacional reconheceu a descoberta em 2015, e o nome foi oficializado em 2016, no mesmo conjunto que incluiu o nihônio, o tenesso e o oganessônio.

Origem do nome

Referência à região de Moscou, onde fica a cidade de Dubna e o instituto responsável pela síntese, em reconhecimento à contribuição do centro russo para a pesquisa em elementos pesados ao longo de várias décadas.

Isótopos relevantes

Todos os isótopos são radioativos e de vida curta; ²⁹⁰Mc é o mais longevo conhecido.

Isótopos são átomos do mesmo elemento com quantidades diferentes de nêutrons. Eles compartilham o comportamento químico, mas diferem em massa e em estabilidade nuclear. Veja a definição no glossário.

Curiosidades

  • Suas cadeias de decaimento passam pelo nihônio, o que ajudou a consolidar os dados sobre o elemento 113.
  • O nome homenageia uma região inteira, e não a cidade de Dubna, que já havia sido lembrada no elemento 105.
  • Foi um dos quatro elementos que completaram a sétima linha da tabela periódica quando seus nomes foram oficializados, em 2016.