Metais representativos · 7º período
Livermório
O livermório homenageia um laboratório norte-americano que colaborou por anos com o instituto russo de Dubna, parceria responsável por vários dos elementos mais pesados hoje conhecidos.
- Metais representativos
- Grupo 16
- 7º período
- Bloco p
- Não determinado
- Sintético
Principais propriedades
Não existem propriedades medidas do livermório. As previsões teóricas indicam um sólido em condições ambientes, com comportamento químico que se afastaria bastante do polônio, o vizinho mais leve de seu grupo, sobretudo quanto à estabilidade dos estados de oxidação. Nenhum experimento químico foi possível até hoje.
O que se conhece são dados nucleares obtidos a partir de pouquíssimos eventos. Os isótopos identificados têm meias-vidas de dezenas de milissegundos, e suas cadeias de decaimento passam pelo fleróvio e pelo copernício, o que reforça a consistência do conjunto de resultados obtidos pelos diferentes laboratórios.
Ocorrência na natureza
O livermório não existe na natureza. Suas meias-vidas de milissegundos tornam impossível qualquer presença natural, e nenhum mecanismo terrestre é capaz de produzi-lo. Todos os átomos já criados somam algumas dezenas de eventos registrados em experimentos.
Processo de obtenção
O elemento é produzido pela fusão de núcleos em aceleradores, com feixe de íons de cálcio dirigido contra um alvo de cúrio. Os poucos átomos formados são separados do feixe e implantados em detectores que registram, em sequência, as radiações emitidas nos decaimentos sucessivos. A identificação é indireta e estatística, apoiada na comparação com cadeias já estabelecidas.
Aplicações
O livermório não tem aplicação alguma, e sua vida extremamente curta descarta qualquer possibilidade nesse sentido. O elemento existe para a ciência básica: cada isótopo produzido acrescenta informação ao mapa dos núcleos e ajuda a delimitar por onde passaria a fronteira da ilha de estabilidade.
Riscos e precauções
Não existe material do elemento e, portanto, nenhum risco de exposição fora do experimento. A proteção radiológica nas instalações envolvidas se dirige aos alvos de actinídeos, aos feixes acelerados e à radiação gerada nas salas experimentais, com blindagem, intertravamentos e dosimetria, sempre sob licenciamento e fiscalização. Para informações sobre os materiais, consulte a ficha de informações de segurança, os órgãos reguladores de energia nuclear e profissionais habilitados.
Orientação de segurança
Esta seção tem caráter informativo e preventivo. A enciclopédia não publica procedimentos, quantidades ou instruções de manipulação de substâncias químicas. Para uso profissional, consulte a ficha de informações de segurança de produtos químicos do material específico e a orientação de químicos, engenheiros ou profissionais de saúde habilitados. Em caso de exposição ou ingestão acidental, procure imediatamente um serviço de saúde.
História da descoberta
O elemento 116 foi produzido em 2000 pela colaboração entre o instituto de Dubna e um laboratório nacional norte-americano, com a técnica de fusão por feixe de cálcio. Curiosamente, a primeira reivindicação de um elemento com esse número atômico havia sido feita em 1999 por um grupo da Califórnia e foi retirada pouco depois, quando se constatou que os dados que a sustentavam haviam sido fabricados por um pesquisador, episódio que gerou grande repercussão. A descoberta legítima foi reconhecida em 2011 e o nome oficializado em 2012.
Origem do nome
Homenagem ao Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, e à cidade de Livermore, em reconhecimento à parceria científica de longa data entre a instituição norte-americana e o instituto russo de Dubna.
Isótopos relevantes
Todos os isótopos são radioativos e de vida muito curta; ²⁹³Lv é o mais longevo conhecido.
Isótopos são átomos do mesmo elemento com quantidades diferentes de nêutrons. Eles compartilham o comportamento químico, mas diferem em massa e em estabilidade nuclear. Veja a definição no glossário.
Curiosidades
- Uma reivindicação anterior sobre o elemento foi retirada depois que se constatou fraude nos dados apresentados, um dos casos de má conduta científica mais comentados da área.
- Seus isótopos duram poucas dezenas de milissegundos, tempo em que a luz percorreria cerca de dez mil quilômetros.
- O nome celebra uma colaboração internacional em um período em que a cooperação entre os dois países era rara em áreas sensíveis.
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Elementos relacionados
Vizinhos de coluna, de linha e de família química: elementos cujas propriedades ajudam a situar o Livermório na tabela periódica.