Metais de transição · 7º período
Bóhrio
Produzido em 1981 na Alemanha, o bóhrio leva o nome de Niels Bohr e é um dos pouquíssimos elementos superpesados cuja química chegou a ser investigada de forma experimental.
- Metais de transição
- Grupo 7
- 7º período
- Bloco d
- Não determinado
- Sintético
Principais propriedades
Não existem medições de propriedades físicas do bóhrio. Prevê-se um metal de transição sólido e muito denso, análogo ao rênio, mas essa descrição é inteiramente teórica: nunca houve mais que alguns átomos do elemento existindo ao mesmo tempo, e por poucos segundos.
Em 2000, um experimento conduzido com apenas seis átomos permitiu formar e estudar um composto volátil de bóhrio com oxigênio e cloro. O comportamento observado ficou em linha com o esperado para um membro do mesmo grupo do tecnécio e do rênio, ainda que ligeiramente menos volátil, resultado considerado uma das demonstrações mais elegantes de que a química é possível mesmo no limite de um átomo por vez.
Ocorrência na natureza
O bóhrio não existe na natureza. Seus isótopos decaem em segundos ou frações de segundo, e nenhum mecanismo natural conhecido na Terra o produz. Todos os átomos que já existiram foram criados deliberadamente em aceleradores.
Processo de obtenção
A produção segue o método de fusão de núcleos: um feixe de íons pesados atinge um alvo metálico fino e, muito raramente, dois núcleos se unem para formar um átomo do elemento 107. Um separador de velocidade filtra o produto e o entrega a detectores que registram a implantação do átomo e a sequência de decaimentos posteriores. Nos experimentos químicos, os átomos são levados por gás até uma superfície onde se avalia a tendência do composto a se depositar.
Aplicações
Não há aplicação prática para o bóhrio, e a curta vida de seus núcleos torna isso definitivo. O elemento interessa à ciência básica por permitir testar previsões teóricas sobre a estabilidade de núcleos pesados e sobre a química dos elementos do sétimo período, área em que cada dado experimental é obtido com esforço desproporcional ao seu volume.
Riscos e precauções
Não existe possibilidade de contato com o bóhrio fora de um laboratório de física nuclear, pois não há material do elemento. Os riscos relevantes nesses ambientes vêm dos alvos, dos feixes de partículas e da radiação secundária gerada, controlados por blindagens, sistemas de intertravamento e monitoramento de dose. Toda a operação segue licenciamento específico, e a orientação sobre materiais deve ser obtida na ficha de informações de segurança, junto aos órgãos reguladores de energia nuclear e a profissionais habilitados.
Orientação de segurança
Esta seção tem caráter informativo e preventivo. A enciclopédia não publica procedimentos, quantidades ou instruções de manipulação de substâncias químicas. Para uso profissional, consulte a ficha de informações de segurança de produtos químicos do material específico e a orientação de químicos, engenheiros ou profissionais de saúde habilitados. Em caso de exposição ou ingestão acidental, procure imediatamente um serviço de saúde.
História da descoberta
O elemento 107 foi produzido em 1981 pela equipe de Peter Armbruster e Gottfried Münzenberg, em Darmstadt, com a técnica de fusão que o laboratório alemão vinha aperfeiçoando e que renderia vários elementos nos anos seguintes. A equipe propôs o nome nielsbohrium, com símbolo de duas letras iniciais, mas a comissão internacional preferiu a forma simplificada, alinhada à prática de derivar o nome do sobrenome do homenageado. A decisão final integrou o acordo de 1997 que encerrou as disputas de nomenclatura.
Origem do nome
Homenagem a Niels Bohr, físico dinamarquês autor do modelo atômico que introduziu níveis de energia quantizados, base conceitual para entender a estrutura eletrônica de todos os elementos, inclusive os mais pesados.
Isótopos relevantes
Todos os isótopos são radioativos e de vida curta; ²⁷⁰Bh é o mais longevo conhecido.
Isótopos são átomos do mesmo elemento com quantidades diferentes de nêutrons. Eles compartilham o comportamento químico, mas diferem em massa e em estabilidade nuclear. Veja a definição no glossário.
Curiosidades
- O estudo químico do elemento foi realizado com seis átomos, um dos menores conjuntos já usados em um experimento de química.
- O nome originalmente proposto era mais longo e acabou simplificado por decisão internacional.
- A homenagem a Bohr chegou a ser cogitada para o elemento 105, antes de ser transferida para o 107.
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Elementos relacionados
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